sábado, 3 de maio de 2008

A IGREJA SERÁ JOVEM,QUANDO O JOVEM FOR IGREJA


Uma orientação bíblica e bem humorada de como o jovem se torna igreja e de como a igreja se torna jovem também.


Vivemos numa época de transformações muito rápidas e o jovem não tem mais os paradigmas de antigamente. Os valores sociais mudam tão rapidamente que quase não temos tempo de examiná-los e diferenciar o certo do errado. Parece que tudo está ficando descartável, você usa e joga fora, a busca por algo novo é tão grande que o importante é a novidade. Isto influência em todas as áreas de nossa vida. Estamos na era do "fast food" dos "shopping center" tudo muito rápido e descartável. Quando entrei pela primeira vez no Mc Donald's fiquei com pena de jogar no lixo toda aquela embalagem tão bonita e tão cara, não sabia eu, estava entrando numa nova era, a era do descartável. O pior, é que esta influência tem chegado até nós, na vida da igreja, cultos e programações descartáveis, músicas, mensagens, até mesmo igrejas, e porque não, o evangelho tem se tornado também descartável! Quem mais sofre com este problema são os jovens, que estão ainda em formação na sua vida cristã, e em seu caráter. Hoje vemos o surgimento de novas igrejas, comunidades, associações e movimentos. Temos um verdadeiro leque de opções que não tínhamos anos atrás. Igrejas para todos os tipos de pessoas e gostos. Com ênfases nas doutrinas antigas e modernas. Desde igrejas mais fechadas, ortodoxas e fundamentalistas até as mais liberais, igrejas modernas com doutrinas da "prosperidade" ou mesmo igrejas sem doutrina alguma. Não gostando de algum aspecto de minha igreja, ou mesmo, da própria liturgia, posso mudar-me para a igreja "da esquina" que me oferece muitas outras vantagens (inclusive um desconto nos dízimos) Há! Há! Há! No meu tempo de juventude, não se podia trocar de comunidade, a não ser por motivos geográficos, se a família se mudasse para outro bairro ou cidade. Trocar de igreja por um outro motivo era muito suspeito, não se aceitava alguém que viesse de outra comunidade a não ser com carta de recomendação. Hoje, não é mais assim, qualquer problema que aconteça em nossa comunidade, já é motivo bastante para pensarmos em mudar para outra igreja... Não sabemos mais qual a nossa identidade. Somos avivados? Pentecostais? Conservadores? Liberais? Evangelicais? O que somos afinal?
Há um grande pluralismo de doutrinas e liturgias. Por um lado, isto pode ser proveitoso, por causa da expansão e crescimento do Reino. Por outro lado, isto pode ser perigoso, pois não sabemos identificar o verdadeiro evangelho do senhor Jesus Cristo. Como diz o caipira: tem "chovido na nossa horta" Nunca se viu tanta igreja, todo tipo de comunidade, com todo tipo de nomes, a igreja virou "praga" como se diz no interior, para o crescimento exagerado de alguma planta. Li, outro dia, na revista Vinde, os nomes mais estranhos de igrejas, pensei que era gozação de quem tinha escrito, depois constatei que eram verdadeiros. Nunca aqui no Brasil a igreja cresceu e se proliferou tanto. Pensei até em começar uma "igreja do tio Jajá. Uma igreja cheia de graça" Há! Há! Há! Fico muito feliz, principalmente quando vejo os jovens à frente destas igrejas dirigindo o louvor. Moças e rapazes desenvolvendo cada vez mais a música para Deus. Bandas de todos os tipos e ritmos; samba, pagode, rock, reggae, até um bloco de "Carnaval gospel", eu soube que tem no Rio de Janeiro. Gravadoras evangélicas competindo de igual para igual, com as seculares, CDs de primeira qualidade, compositores jovens estourando no mercado. Cantores e cantoras fazendo o maior sucesso. Ligamos a televisão e assistimos não um, nem dois, mais muitos pregadores evangélicos, vários canais de televisão evangélicos. Gloria a Deus por isso! Nunca se viu tantos acampamentos e congressos para a juventude, missões e trabalhos com jovens em todo o Brasil, tantas vocações, os seminários cheios de jovens estudando teologia e missões. Realizamos um encontro de seminaristas e a maioria dos participantes foi moças, ficamos surpresos com o que Deus estava fazendo no meio das meninas. É claro que a igreja ainda não tem dado o púlpito para os jovens, tenho visto jovens pastores pregarem, (que já é alguma coisa!) Conheço uma comunidade que praticamente é composta somente de jovens, os adultos ficam apenas no apoio, pena que a ênfase desta comunidade seja a música e não a pregação da palavra. Alias, sempre foi esta, minha bronca com a liderança evangélica. A igreja dá oportunidade aos jovens somente para uma palavra de testemunho, para os instrumentos, para cantar e no máximo ministrar o louvor. Quando era jovem, eu trabalhei numa missão para a juventude, os missionários e pastores daquela missão, não me permitiam pregar, eu apenas pintava quadros bíblicos e dava o meu testemunho. Eles não acreditavam que eu poderia pregar a palavra e ter mais responsabilidade com o reino de Deus. Resultado: saí daquela missão e junto com outros jovens, fundamos a missão "Jovens da Verdade". Hoje, os jovens são muito mais privilegiados do que na minha juventude, pois, hoje, os jovens têm muito mais oportunidade na igreja. Reconheço que se tem dado muito mais oportunidade aos jovens, mas não creio que é o suficiente. A igreja ainda descrimina a juventude, permitindo que no máximo ministre o louvor do culto. Com tantas igrejas e comunidades, com tantas oportunidades de trabalho a igreja se tornou como um super mercado, ou um shopping center, tem de tudo para você escolher. Que critério o jovem tem para escolher sua igreja? O adulto tem mais respaldo doutrinário para isso, mas, e os jovens? E os adolescentes? Será que vão simplesmente acompanhar seus pais? E os que se convertem e querem levar seus pais para a igreja? Como vão saber qual a melhor comunidade para sua família, como saber se uma igreja é realmente comprometida com Cristo e sua Palavra? Onde ficam os jovens, em toda esta confusão? Minha maior preocupação é com eles, que, por um lado, serão discriminados por estruturas antigas e igrejas tradicionais, e por outro lado, usados e manipulados por líderes de novas estruturas e comunidades. Junto com você, gostaria de analisar de uma forma simples e bem humorada esta situação da igreja de hoje e como o jovem se encaixa na sua problemática. Tentar resgatar a orientação bíblica da igreja, sem ferir a contextualização necessária para uma igreja viva, como o lema da M.P.C. "Firme na rocha, (que é Cristo) ao compasso do tempo".

Uma igreja pode envelhecer? Podemos dizer que uma igreja é jovem? O que Paulo em Efésios 5.27 quis dizer com uma igreja sem "RUGAS”?

Gostaria de pensar e estudar com você a igreja para a juventude e quem sabe podemos entender melhor a questão da igreja nova e da igreja velha.

Por Jasiel Botelho (Tio Jajá)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pompa ou Serpente


Você é Pomba ou é Serpente?

"Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como a serpente e símplices como a pomba" (Mt 10.16) Muitos podem se espantar com a referência que Cristo faz à serpente, pedindo que seus discípulos tenham em si mesmos esse aspecto que é próprio aos animais ofídicos: a prudência, a esperteza, a sagacidade. A pomba, nós crentes, podemos até entender... mas por que Jesus quer também que sejamos como as cobras?

Vamos por partes: em primeiro lugar, Jesus não está falando para termos "somente" a qualidade da serpente. E também não fala para termos "somente" as características da pomba. Não é isso! Jesus pede para que tenhamos a prudência de um com a simplicidade do outro.

Explicamos: o crente que só tem a sagacidade da serpente torna-se muito duro, excessivamente crítico, quer sempre levar vantagem, tem capacidade de dominar e exerce isso com mão de ferro, não tem muita compaixão, tudo é na base da "lei" somente, sem a misericórdia: pau é pau, pedra é pedra. É duro consigo mesmo e muito mais duro com os outros. Não perde uma oportunidade de colocar a sua colher e impor suas idéias. Em casa domina sobre todos e na igreja também. É difícil lidar com ele.

Por outro lado, o crente que só tem a simplicidade da pomba não abre a boca pra nada. Tem medo. Aceita tudo que se lhe impõem. Não é capaz de dizer "não", não tem malícia para perceber o que há "por trás" das coisas, e com isso engole tanto as coisas boas quanto as ruins. Para ele todas as doutrinas são boas. Por não ter coragem de se posicionar ele vai guardando tudo dentro de si, e com isso tem boas chances de ficar doente ou sentir-se isolado, rejeitado.

Como deu para perceber, se tivermos as "qualidades" da serpente ou da pomba, isoladamente, essas qualidades transformam-se em defeitos. Agora, o pedido de Jesus é que aliemos umas com as outras para sermos bons crentes. Vejamos:

A esperteza e inteligência da serpente aliadas com a bondade e humildade que a pomba representa, transformam-nos num crente de poder e sabedoria agradáveis a Deus. O senso crítico da serpente com a tolerância da pomba ajudam-nos a termos equilíbrio. A capacidade que a serpente tem de alcançar os alvos, com a paz de espírito simbolizado pela pomba, faz com que sejamos crentes empreendedores, perseverantes, e com uma paz interior que o faz descansar no Senhor.

E você: precisa ter mais da "esperteza" da serpente ou da "bondade" da pomba?



Autor(a): PR. DANIEL ROCHA Pastor da Igreja Metodista em Itaberaba, S.Paulo e Psicólogo E-Mail: dadaro@uol.com.br

sábado, 19 de abril de 2008

JOÃO 2




Nesse texto encontramos dicas para que nossa vida seja uma festa: (JOÃO Cap: 2)

[1] Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Casamento em Israel era uma celebração que durava dias, pois, significava o enlace de duas famílias; no passado era a maneira pela qual a terra era mantida sob posse das tribos. Vinha gente de todo o lugar. Era uma festança.

[2] Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento.
Eis a primeira dica: Jesus combina com festa. Aliás ele disse que veio para que nossa vida fosse uma festa: JO 7:38 - Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. E é uma festa maravilhosa porque não depende do que acontece do lado de fora, mas do lado de dentro da gente. A marca da vida cristã é essa alegria da salvação.

[3] Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.
Segunda dica: as vezes o vinho acaba. A alegria pode ir embora por motivos diversos: pecado; sofrimento; decepção; etc. Não importa o motivo, a única forma de vê-la restaurada é procurar Jesus, só ele pode reverter o quadro. É preciso abrir-lhe o coração. Não importa se a culpa pela tristeza é ou não da gente. Ao invés de imitar de Adão, que fugiu, temos de imitar Maria, que foi procurar Jesus.

[4] Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Terceira dica: Jesus tem suas próprias prioridades. Ao procurar Jesus, a gente tem de entender que Jesus tem suas próprias ênfases.
Lembro de uma ilustração criada pelo Pr Bob Moon (pastor batista de São Paulo) : Um homem adquiriu uma fazenda e contratou um caseiro. Algum tempo depois, precisando fazer uma longa e demorada viagem, disse ao caseiro que tudo o que o mesmo precisasse, bastava pegar na cidade, em seu nome, que assim que voltasse da viagem acertaria com os credores. Partiu. Tempos depois retorna, indo direto para a fazenda, qual não foi a sua surpresa quando, ao entrar na fazenda perceber que tudo estava abandonado e em ruínas, sua casa, inclusive, tinha sido invadida e destruída pelos animais. Desesperado, correu para a casa do caseiro. Ao aproximar-se dela começou a perceber a diferença: a casa tinha sido aumentada, estava linda, tinha antena parabólica e um carro novo na garagem. Ao entrar encontrou o caseiro, confortavelmente sentado diante de uma tv gigante, perplexo, pediu-lhe explicações. O caseiro respondeu: O sr. disse que tudo que eu precisasse eu podia pegar na cidade, em seu nome, foi o que eu fiz: tudo o que eu achei que precisava peguei na cidade, em seu nome. O fazendeiro, num misto de perplexidade e angústa, retrucou: quando eu disse isso, eu estava pensando na fazenda! Muitas vezes somos como o caseiro, usamos as promessas de Deus pensando só em nossa dor de barriga e não na construção do Reino de Deus. É preciso ir a Jesus, porém com a atitude certa. Quarta dica: Há coisas que são inevitáveis. Maria tem uma história muito bonita e sofrida. José, que a amava a ponto de intentar fugir para que os anciãos pensassem que a culpa era dele e, assim, evitar que Maria fosse apedrejada por adultério; para aceitá-la precisou da intervenção do anjo Gabriel; imagine como a trataram os vizinhos e parentes...não foi uma vida fácil. Mas agora a coisa estava mudando, todos que participavam de seu mundo estavam na festa, e o vinho acabou: agora era a hora de Maria mostrar como o seu filho era especial. Jesus, com sua resposta, dá uma grande lição a todos que querem andar com ele, écomo se dissesse: Mãe, todos que se comprometem com Deus pagam um preço, você pagou o seu e eu vou pagar o meu, não há como mudar isso, faz parte da escolha que fizemos. Envolver-se com Deus é entrar na batalha contra as trevas, isso, necessariamente, implica numa dose de sacrifício e sofrimento inevitáveis. No mínimo o sofrimento de ser diferente. P.S. – não se assuste com a forma da resposta de Jesus, na cultura em que eles viviam não era falta de educação para com a mãe.

[5] Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser.
Quinta dica: Jesus nunca decepciona. Maria dá uma orientação aos garçons. Estranho, Jesus acabara de dizer que não tinha nada a ver com o negócio! Maria, entretanto, sabia que quem vai a Jesus nunca volta de mãos vazias; que onde a lei para a graça e a misericórdia continuam. Que se, num primeiro momento, Jesus pode nos dar um puxão de orelha por não estarmos entendo bem as coisas, num segundo momento, sua graça e sua misericórdia hão de nos socorrer. P.S. Honrar Maria é submeter-se à sua orientação. E sua orientação é: façam tudo o que Jesus disser.

[6] Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. [7] Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. [8] Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram.
Sexta dica: Vale a pena obedecer. Posso imaginar um garçom dizendo ao outro enquanto enchiam as talhas, cada uma com cerca de 77 a 115 litros: - escuta, não foi o vinho que acabou? – Sim, responde o companheiro. –Então, retruca o primeiro, por que a gente está enchendo estas talhas de água? Obedeça Jesus, você pode não saber o que está fazendo, mas, ele sabe o milagre que está realizando.

[9] Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo [10] e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.
Sétima dica: Jesus veio para restaurar. Jesus fez um milagre discreto, até onde um milagre pode sê-lo. Se o fizesse de outro jeito, teria dado condições para que a festa fosse retomada, porém, às custas da exposição dos noivos e de seus familiares e Jesus não veio esmagar a cana quebrada, nem apagar a torcida que fumega. MT 12:20 O negócio de Jesus, não é expor o pecador, é perdoá-lo e restaurá-lo, para que sua vida volte a ser uma festa. Oitava dica: enquanto Jesus for o principal convidado da vida da gente, nada está perdido. Sempre dá para começar de novo. Jesus era o único convidado que não podia faltar naquela festa.
[11] Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. Esta é a glória de Jesus, sua graça e sua misericórdia.

Deus o abençoe.



Autor(a): PR. Ariovaldo Ramos - Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Reformada e Missionário da SEPAL